domingo, 10 de maio de 2015

ARTE EGÍPCIA 6º ANO

ARTE EGÍPCIA
A arte egípcia refere-se à arte desenvolvida e aplicada pela civilização do Antigo Egito, localizada no vale do rio Nilo no Norte de África. Esta manifestação artística teve a sua supremacia na religião durante um longo período de tempo, estendendo-se aproximadamente pelos últimos 3 000 anos a.C.1 e demarcando diferentes épocas que auxiliam na classificação das diferentes variedades estilísticas adaptadas:Época Tinita, Império Antigo, Império Médio, Império Novo, Época Baixa, Período Ptolemaico e vários períodos intermédios, mais ou menos curtos, que separam as grandes épocas, e que se denotam pela turbulência e obscurantismo, tanto social e político como artístico. Mas embora sejam reais estes diferentes momentos da história, a verdade é que incutem somente pequenas nuances na manifestação artística que, de um modo geral, segue sempre uma vincada continuidade e homogeneidade.O tempo e os acontecimentos históricos encarregaram-se de ir eliminando os vestígios desta arte ancestral, mas, mesmo assim, foi possível redescobrir algo do seu legado no século XIX, em que escavações sistemáticas trouxeram à luz obras capazes de fascinar investigadores, colecionadores e mesmo o olhar amador. A partir do momento em que se decifram os hieróglifos na Pedra de Roseta é possível dar passos seguros a caminho da compreensão da cultura, história, mentalidade, modo de vida e naturalmente da motivação artística dos antigos egípcios
PINTURA EGÍPCIA
Estas obras retratavam a vida dos faraós, as ações dos deuses, a vida após a morte entre outros temas da vida religiosa. Estes desenhos eram feitos de maneira que as figuras eram mostradas de perfil. Os egípcios não trabalhavam com a técnica da perspectiva (imagens tridimensionais). Os desenhos eram acompanhados de textos, feitos em escrita hieroglífica (as palavras e expressões eram representadas por desenhos). As tintas eram obtidas na natureza (pó de minérios, substâncias orgânicas, etc).
A decoração colorida era um poderoso elemento de complementação das atitudes religiosas.

Suas características gerais são:
* ausência de três dimensões;
* ignorância da profundidade;
* colorido a tinta lisa, sem claro-escuro e sem indicação do relevo; e
* Lei da Frontalidade que determinava que o tronco da pessoa fosse representado sempre de frente, enquanto sua cabeça, suas pernas e seus pés eram vistos de perfil.
Quanto a hierarquia na pintura: eram representadas maiores as pessoas com maior importância no reino, ou seja, nesta ordem de grandeza: o rei, a mulher do rei, o sacerdote, os soldados e o povo. As figuras femininas eram pintadas em ocre, enquanto que as masculinas pintadas de vermelho. 
Os egípcios escreviam usando desenhos, não utilizavam letras como nós. Desenvolveram três formas de escrita:
Hieróglifos - considerados a escrita sagrada;
Hierática - uma escrita mais simples, utilizada pela nobreza e pelos sacerdotes; e Demótica - a escrita popular.

Livro dos Mortos, ou seja um rolo de papiro com rituais funerários que era posto no sarcófago do faraó morto, era ilustrado com cenas muito vivas, que acompanham o texto com singular eficácia. Formado de tramas de fibras do tronco de papiro, as quais eram batidas e prensadas transformando-se em folhas.
Foto da pintura Egípcia do Papiro.





Decoração da tumba de Tutancâmon.
Tumba intacta de Tutancâmon.



Livro dos Mortos
Eram textos inscritos nas paredes das tumbas, e eram escritos para que as múmias "lessem" . Os textos escritos no caixão se transformava no Livro dos Mortos, e nesse livro era escrito todas as coisas boas que o   Faraó fez na vida , uma espécie de biografia que era muito importante , pois acreditavam que Osíris ( deus dos mortos) iria utilizá- los para julgar os mortos.






  •  Escultura do Antigo Egito


    Foi demarcada na antiguidade sobretudo pela escultura de grandes dimensões associada à arquitetura pelo relevo descritivo hieróglifos, pelo bustos e pela estatuária de pequenas dimensões onde dominam não só as representações de deuses e faraós, como também de animais.As estátuas representam divindades mitológicas, faraós, pessoas importantes e pessoas comuns envolvidas em trabalho doméstico são encontradas em câmaras mortuárias. Suas dimensões variam consideravelmente de grandes gigantes dos templos de Abul Simbel medindo cerca de 6 metros a pequenas figuras de apenas alguns centímetros de comprimento (geralmente de barro, envernizados ou vidrados).As características da arte egipciana vão se refletir na produção das esculturas, fazendo com que, ao longo de aproximadamente 3000 anos, elas pouco se alterem.

     Esfinge de Gizé, vista lateral. Foto: Dan Breckwoldt / Shutterstock.com
§  Outras esfinges do Egito Antigo:
– Esfinge de alabastro da cidade de Mênfis.
– Esfinges de cabeça de ovelha, que representam o deus Amon (na cidade de Tebas).
Os Egipcios  acreditavam que seres antropozoomórficos eram Deuses como Anubis Deus da morte Horus e Set.

[Busto de Amenhotep III, c 1300 a.C., Museu egípcio, Berlim.
Esfinge de Gizé.
Tumba – Escultura Egípcia

Hieróglifos


A deusa Ísis

§  A deusa Ísis é uma das principais divindades da mitologia  egípcia .Ela é a primogênita do deus da Terra, Geb, e da divindade que rege o Cosmos, Nut.  Uma curiosidade  interessante que li pesquisando sobre Isis foi que naquela época eles se casavam entre irmãos, não diferente da realidade vivida e cultural  da época foi que Isis se casou com o seu irmão Osiris, causando inveja ao seu irmão Seth por Osiris ter mais sorte do que ele, onde se tornou inimigo imortal do casal, planejando e matando seu irmão e cunhado.

§  FUNÇÃO DA ESCULTURA EGÍPCIA


§  A escultura egípcia, ao longo de seu desenvolvimento, encontrou características bastante peculiares. Apesar de apresentar grande rigidez na maioria de suas obras, percebemos que as estátuas egípcias conseguiam revelar riquíssimas informações de carácter étnico, social e profissional de seus representados.
§  TÉCNICAS DA ESCULTURA EGÍPCIA
§  Os escultores egípcios representavam os faraós e os deuses em posição serena, quase sempre de frente, sem demonstrar nenhuma emoção. Pretendiam com isso traduzir, na pedra, uma ilusão de imortalidade. Com esse objetivo ainda, exageravam frequentemente as proporções do corpo humano, dando às figuras representadas uma impressão de força e de majestade.

ARQUITETURA EGÍPCIA
Os arquitetos no antigo Egito eram considerados as pessoas que realizavam os grandes sonhos dos Faraós. Possuíam uma gama de trabalhadores que os cercava, tais como escribas e pessoas que faziam as medidas dos locais das obras. Qualquer tipo de construção envolvia uma grande logística e um planejamento que até hoje é abordado pelos principais egiptólogos.Sem grandes recursos arqueologicamente comprovados, a arquitetura de pirâmides, templos e obeliscos continua sendo um grande mistério.A arquitetura mais comum no antigo Egito eram os templos. Eles possuíam decoração inspirada na paisagem egípcia. Papiros, flores de lótus e palmeiras eram algumas delas. A entrada dos templos geralmente era feita por caminhos que continham esfinges de ambos os lados. Os templos eram enormes e geralmente estavam sustentados por colunas.As pirâmides do deserto de Gizé são as obras arquitetônicas mais famosas e, foram construídas por importantes reis do Antigo Império: Quéops, Quéfren e Miquerinos. Junto a essas três pirâmides está a esfinge mais conhecida do Egito, que representa o faraó Quéfren, mas a ação erosiva do vento e das areias do deserto deram-lhe, ao longo dos séculos, um aspecto enigmático e misterioso. Queóps é a maior das três pirâmides, tinha originalmente 146 metros de altura, um prédio de 48 andares. Nove metros já se foram, graças principalmente à ação corrosiva da poluição vinda do Cairo. Para erguê-la, foram precisos cerca de 2 milhões de blocos de pedras e o trabalho de cem mil homens, durante vinte anos.

As características gerais da arquitetura egípcia são: 

* solidez e durabilidade; 
* sentimento de eternidade;
* aspecto misterioso e impenetrável. 
As pirâmides tinham base quadrangular eram feitas com pedras que pesavam cerca de vinte toneladas e mediam dez metros de largura, além de serem admiravelmente lapidadas. A porta da frente da pirâmide voltava-se para a estrela polar, a fim de que seu influxo se concentrasse sobre a múmia. O interior era um verdadeiro labirinto que ia dar na câmara funerária, local onde estava a múmia do faraó e seus pertences.


Templo de Ramsés II em Abu Simbel – Acervo pessoa
Templo de Ramsés II em Abu Simbel – Acervo pessoal.

Porém sem dúvida alguma, as mais belas e impressionantes obras arquitetônicas do período faraônico foram as pirâmides. A pirâmide em degraus ou escalonada foi uma obra-prima idealizada pelo mais famoso arquiteto do antigo Egito; Imhotep para o faraó Djoser na terçeira dinastia. Antes de Imhotep o lugar de descanso dos faraós eram as mastabas.


Pirâmide de Djoser em Saqqara.


Pirâmide em degraus (Faraó Djoser) arquitetada por Imhotep em Saqqara – Acervo pessoal.
Pirâmide em degraus (Faraó Djoser) arquitetada por Imhotep em Saqqara – Acervo pessoal.
Há uma outra coisa muito curiosa a respeito dos monumentos do antigo Egito. Sabe-se que a Esfinge de Gizé não tem o seu nariz completo. Como será que ela perdeu o seu nariz? Esse nariz, datado de 2500 anos antes de Cristo, foi destruído por uma bala de canhão.Pirâmides. É de se ficar sem compreender como desconsideravam o valor daqueles monumentos. A Esfinge tem 70m de comprimento e 22m de altura. 


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Vaso Canópico 
Vasos canópicos ou canopos eram recipientes utilizado no Antigo Egito para colocar órgãos retirados do morto durante o processo de mumificação. A forma destes recipientes variou ao longo da história do Antigo Egito, bem como os materiais em que estes foram feitos, que incluíram a madeira, a pedra, o barro e o alabastro. Os Egípcios acreditam que a preservação desses órgãos era fundamental para assegurar uma vida no Além. Canopo era nome de uma cidade costeira egípcia localizada na região do Delta do Nilo, perto da atual cidade de Alexandria. Era também o nome de um piloto de Menelau, que teria sido enterrado nesta cidade, onde foi adorado como divindade representada como um vaso com cabeça humana. Quando os primeiros egiptólogos começaram a desenvolveram o seu trabalho eles denominavam qualquer vaso que tivesse uma forma humana como "canopo". Cada um dos vasos era identificado com uma divindade, conhecidas como Filhos de Hórus: Imseti, Hapi, Duamutef e Kebehsenuef. Acreditava-se que cada um destes filhos de Hórus protegia um órgão, que eram respectivamente o fígado, os pulmões, o estômago e os intestinos. Os vasos eram colocados nos túmulos orientados para cada um dos pontos cardeais, sendo cada um deles associados a uma deusa tutelar: Ísis, Néftis, Neit e Serket. 


Mumificação: 
1) Eram retirados o cérebro, os intestinos e outros órgãos vitais, e colocados num vaso de pedra chamado Canópico. 2) nas cavidades do corpo eram colocadas resinas aromáticas e perfumes.3) as incisões eram costuradas e o corpo mergulhado num tanque com Nitrato de Potássio. 4) Após 70 dias o corpo era lavado e enrolado numa bandagem de algodão, embebida em betume, que servia como impermeabilização



FONTE
http://pt.dreamstime.com/imagens-de-stock-royalty-free-pintura-egpcia-do-papiro-image21275779
http://artegipcianubis.blogspot.com.br/
https://artedagracinha.wordpress.com/escultura/
https://artedagracinha.wordpress.com/escultura/
http://antigoegito.org/arquitetura-egipcia/


Um comentário:

  1. Parabéns pelo trabalho, utilizei para estudar com meu filho que está cursando a 6ª série do colégio Pedro II no RJ.

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